A texto de Carlos Eduardo Mansur, publicada no caderno de esportes de O Globo, no último sábado, 5 de julho, mostra bem o que é e como é a imprensa esportiva carioca. Acreditem ou não, isso foi às bancas:
Na ponta e de volta ao alto das páginas
Carlos Eduardo Mansur
"Quando soube, em dezembro último, que faria a cobertura do Flamengo em 2008, logo me preparei para um ano cheio de emoções e de espaço para preencher no jornal. Ou o que esperar de um clube em constante ebulição e às portas de uma promissora Libertadores ?
E assim foi desde janeiro, na preparação em Teresópolis. Em fevereiro, fui para o deserto de Tacna, no Peru, com espaço de sobra para as histórias do palco da estréia na Libertadores. Dias depois, o Flamengo já era campeão: da Taça Guanabara. E ainda viria a batalha na altitude de Cuzco, as finais do Estadual e, entre elas, a vitória sobre o América, no México. Que ano! Até o inacreditável 7 de maio, quando o América, que parecia morto de véspera, jogou o Flamengo para “o fim da fila”, como diz o editor assistente aqui do GLOBO, Tadeu de Aguiar.
Pronto. Na redação, era recebido pelo editor, Antonio Nascimento, fazendo com os dedos o sinal de que o tamanho da matéria era, digamos, uma notinha encorpada. Botafogo e Vasco na Copa do Brasil, Fluminense na Libertadores. A briga era desigual. Nesta semana, fui até parar nas Laranjeiras.
Parece que tudo voltou ao normal. Líder do Brasileirão, o Flamengo teve ontem um dia de Flamengo. Torcida, crianças, muita imprensa, todos vendo os jogadores improvisarem um desajeitado basquete no ginásio. A matéria ao lado mostra que, também no GLOBO, o Flamengo volta a viver dias de Flamengo"



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