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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Flamenguismo oficializado

A "revelação" do coleguinha Carlos Eduardo Mansur, publicada no caderno de esportes de O Globo, no último sábado, 5 de julho, mostra bem o que é e como é a imprensa esportiva (SIC) carioca. Acreditem ou não, isso foi às bancas:

Na ponta e de volta ao alto das páginas


Carlos Eduardo Mansur

"Quando soube, em dezembro último, que faria a cobertura do Flamengo em 2008, logo me preparei para um ano cheio de emoções e de espaço para preencher no jornal. Ou o que esperar de um clube em constante ebulição e às portas de uma promissora Libertadores?

E assim foi desde janeiro, na preparação em Teresópolis. Em fevereiro, fui para o deserto de Tacna, no Peru, com espaço de sobra para as histórias do palco da estréia na Libertadores. Dias depois, o Flamengo já era campeão: da Taça Guanabara. E ainda viria a batalha na altitude de Cuzco, as finais do Estadual e, entre elas, a vitória sobre o América, no México. Que ano! Até o inacreditável 7 de maio, quando o América, que parecia morto de véspera, jogou o Flamengo para “o fim da fila”, como diz o editor assistente aqui do GLOBO, Tadeu de Aguiar.

Pronto. Na redação, era recebido pelo editor, Antonio Nascimento, fazendo com os dedos o sinal de que o tamanho da matéria era, digamos, uma notinha encorpada. Botafogo e Vasco na Copa do Brasil, Fluminense na Libertadores. A briga era desigual. Nesta semana, fui até parar nas Laranjeiras.

Parece que tudo voltou ao normal. Líder do Brasileirão, o Flamengo teve ontem um dia de Flamengo. Torcida, crianças, muita imprensa, todos vendo os jogadores improvisarem um desajeitado basquete no ginásio. A matéria ao lado mostra que, também no GLOBO, o Flamengo volta a viver dias de Flamengo"


A tal matéria O tal artigo foi motivo suficiente para que o sr. Ivson, do blog Coleguinhas, Uni-vos! (nota para os desavisados: o melhor blog para quem deseja se precaver da picaretagem da imprensa, na rede desde 1996), desse fim a sua assinatura do jornalão dos Marinho.

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Saindo do armário

E a imprensa esportiva (SIC) do Rio de Janeiro finalmente saiu do armário. Os quatro jogos finais da Libertadores mostraram definitivamente o grande circo que são as redações. Vender é mais importante do que informar. Objetividade é uma balela acadêmica.





A capa seguinte à perda da Libertadores pelo Flu, estampada pelo O Dia, mostra bem como funciona o esquemão no Rio de Janeiro. O importante é jogar para a massa de manobra.








Tentar explicar isso para a galera burro-negra rubro-negra é dar soco em ponta de faca. Não dá para exigir higiene mental de uma torcida que, em sua maioria, sequer tem assepsia bucal para manter os dentes.




Não queiram que essa mesma imprensa esportiva (SIC) vá atrás das denúncias já caducas do Dr. Sócrates sobre o acerto de tabelas para favorecer o Flamengo; ou mesmo questione a tabelinha muy amiga direcionada ao Mais Ajudado nesse começo de Brasileirão.

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