
Caio surgiu como grande promessa são-paulina durante a gloriosa era Telê Santana, comandando o ataque do Expressinho do Morumbi (integrado por jogadores das categorias de base do Tricolor Paulista),
que conquistou a extinta Copa Conmebol, em 1994, ante a um titularíssimo Peñarol.
Apesar do sucesso inicial, favorecido pela boa fase do clube, a maioria dos jogadores daquele time de aspirantes, como Pavão, Jamelli e Catê, jamais alcançou o patamar que muitos imaginavam. Com Caio não foi diferente.
A história da revelação são-paulina tem o início parecido com a de Kaká. Boa pinta e de classe média alta, o jogador também atraiu muitas fãs histéricas, que deram início à "Caiomania", um “movimento” tão popular quanto a “Kakamania”. Dentro de campo, as coisas iam muito bem, obrigado: além dos títulos no SPFC,
Caio faturou a Bola de Ouro no Mundial Sub-20 de 1995, realizado no Qatar.

Do Oriente Médio para a Inter de Milão foi um pulo (e cerca de € 2,5 milhões). Para se ter uma idéia da valorização do boleiro no cenário mundial, a sua contratação, juntamente com as aquisições de Roberto Carlos e o então desconhecido
Javier Zanetti, foi uma das prioridades de
Massimo Moratti ao assumir o clube italiano. Na Itália, no entanto, a carreira do atacante teve um declínio tão rápido quanto a sua ascensão. Sem jamais conseguir se firmar em Milão, foi emprestado ao Napoli, onde também não deixou saudades.
Sua temporada européia chegou abruptamente ao fim em meados de 1997, quando voltou ao Brasil, passando por grandes clubes, como Santos, Flamengo, Grêmio, Fluminense e Botafogo (nesse meio tempo ainda teve uma frustrada experiência na Alemanha).
Apesar de títulos e boas participações em alguns jogos – sobretudo quando fazia parte do rubro-negro carioca – Caio nunca se firmou nas equipes.
Fora de campo, ainda nos tempos de Flamengo, o atleta foi vítima de uma nota irresponsável de um famoso colunista de um jornal de grande circulação do Rio de Janeiro, em 1998. Na coluna, o jornalista maldosamente insinuava um suposto escândalo envolvendo o jogador e um pagodeiro, que teriam sido flagrados trocando carícias íntimas dentro de um carro. Com um texto nada hermético, o colunista soltou:
“Não adianta que não vou dizer os nomes dos envolvidos no caso do jogador de futebol de um grande clube do Rio de Janeiro com um pagodeiro famoso. Querem que eu seja processado? Nessa eu não caio. Vocês querem que eu fique com o pires na mão ?”
Outros profissionais mais sérios e comprometidos com a ética concentravam críticas no fraco desempenho de Caio dentro de campo. Com um fino toque de ironia, ao notar que o boleiro só passou por equipes de primeira grandeza, mesmo sem se firmar durante toda a carreira, Paulo Cesar Vasconcellos concluiu: “futebol é uma benção”.
Caio se retirou precocemente do futebol e adotou o sobrenome Ribeiro para integrar a equipe de comentaristas da Rede Globo, no lugar de Casagrande, afastado por problemas pessoais. Hoje, faz parte da equipe de profissionais que tanto o criticaram e, em alguns casos, difamaram e injuriaram.
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