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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Alerta de fraude - Javier Saviola

A história de Saviola é manjada no mundo do futebol: garoto bom de bola revelado em clube com tradição na formação de grandes jogadores e logo contratado por alguma equipe de ponta da Europa. A vida seria mais colorida para os clubes sul-americanos se todas as promessas vingassem. Entretanto, quase nunca é assim.

Javier Saviola, el Conejo, surgiu como grande esperança argentina para o ataque. Seu biótipo e características são semelhantes a de jogadores que marcaram época na bicampeã mundial: baixinho, habilidoso, toques rápidos. Coincidências históricas reforçaram ainda mais a impressão de que o River Plate tinha uma jóia nas mãos. Estreou com 16 anos na primeira divisão argentina e aos 18 anos foi eleito o melhor jogador do Torneio Apertura de 1999. Alguém se lembrou de Maradona?

Sacrilégio. O destino reservou a Saviola uma carreira menos brilhante (o trocadilho foi involuntário) e conturbada. Após ser comprado a peso de ouro pelo Barcelona, por cerca de US$ 24 milhões, o boleiro jamais conseguiu emplacar, apesar dos bons números e algumas premiações individuais. Artilheiro e principal nome na conquista do Mundial Sub-20 de 2001, acabou relegado ao papel de coadjuvante durante a campanha olímpica argentina em 2004, marcando um único gol, e no Mundial de 2006.

As atuações do Coejo nos clubes europeus jamais foram suficientes para que alcançasse o status de titular. Não deixou saudades no Barcelona, no Mônaco ou no Sevilla. No Real Madrid, como terceira opção para o para o ataque, começa a se habituar à posição em que vem jogando durante boa parte de sua passagem no Velho Continente: o banco de reservas.

Por mais que seja clichê e demasiadamente cruel, não há como deixar de medir o peso do tempo e a importância de Saviola para o futebol mundial de hoje. Se até agora o Coejo não conseguiu acontecer, não será depois dos 27 anos que colocará em pânico as linhas européias. Tempo para uma saída estratégica para a América do Sul?

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