Anotando incríveis nove gols em sete jogos, C. Ronaldo já decepciona no Real Madrid
(Foto: Thomas Beck)
Cristiano Ronaldo não é David Beckham. Essa é a primeira constatação dos dirigentes do Real Madrid sobre o jogador mais caro do mundo. Desembolsando a bagatela de US$133 milhões na contratação do atleta, o clube espanhol esperava recuperar, pelo menos, parte do dinheiro investido com a venda de camisas. A saída de uniformes do astro português, no entanto, tem decepcionado a todos: são 75% inferiores às vendas dos kits de David Beckham no início de sua era "galáctica", em 2003, segundo gerentes ouvidos em seis lojas da capital espanhola.
Um dos motivos atribuídos ao fracasso de vendas de C. Ronaldo é a situação econômica na Espanha. Depois de experimentar uma década de prosperidade, os espanhóis vivem um período de retração econômica - que deverá se estender para 2010, segundo o Fundo Monetário Internacional. Um cenário que sugere, no mínimo, que o clube fez uma pequena loucura financeira ao montar um novo time de estrelas, torrando US$360 milhões.
Ignorando as perspectivas pessimistas, o presidente eleito do Madrid, Florentino Perez, já trabalha em outras frentes para sustentar a extravagância galáctica. Uma revisão no contrato com a fabricante de material esportivo Adidas está a caminho, bem como um aumento no valor pago pela patrocinadora da camisa, a Bwin (rede de apostas on-line). O clube também pretende ampliar sua participação no mercado chinês, onde deverá disputar a atenção dos fãs com os times ingleses. O dirigente merengue Emilio Butragueno faz lobby para que algumas partidas da Liga Espanhola sejam iniciadas às 15h para atender ao público asiático (em geral, as partidas na Espanha começam às 21h - 4h na China).
E tem quem acredite piamente que o tal "clube empresa" é o que há em futebol moderno.





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