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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Junior César entregou o ouro outra vez


Junior César entregou o ouro. Não chega a ser novidade para tricolores... cariocas
Foto: Vipcomm

Sem dúvidas 2009 serviu para quebrar algumas verdades feitas reproduzidas por aí. Foram para o ralo a genialidade de Muricy (questionada neste espaço ainda durante os louros da vitória), a super organização dos clubes paulistas (que de fato apenas pegam carona na merecida fama são-paulina) e as indefectíveis (?) previsões matemáticas tristonas, entre outras besteiras.

Mas nada, nada mesmo, foi tão escancarado como a falácia sobre as contratações cirúrgicas do Tricolor Paulista. Sim, o clube cheiroso, que não erra e não se dá o direito de errar escorregou feio nas contratações para a temporada que passou. À exceção de Washington, que fez alguma marola apesar da panelinha no elenco são-paulino, todas os demais reforços fizeram água.


Algumas escolhas improváveis e inexplicáveis, como Renato Silva e Wagner Diniz, sequer merecem comentários. Mas uma em especial foi alardeada por aqui ainda no começo do ano: Junior César.

Com poucas boas atuações pelo Flu, o lateral se credenciou a vestir a camisa do São Paulo após o confronto entre tricolores pela Libertadores 2008. Típica contratação feita no escuro. Qualquer torcedor mais atento percebeu que foi pelo lado de Junior César que o Fluminense tomou a maioria dos gols em 2008. O time carioca perdeu a Libertadores e quase foi rebaixado graças ao fraco desempenho defensivo do afobado lateral (que raras vezes é produtivo no ataque).

O São Paulo comeu mosca, apostou caro e acabou perdendo o Brasileirão 2009 nas costas de Junior César. Não foi por falta de aviso. Vá lá, até é possível escalar o jogador do meio para frente, mas como lateral, com funções defensivas, é quase suicídio. Sete milhões de torcedores do Fluminense não poderiam estar errados.

3 Comentários

Victor disse...

Até ofensivamente tenho lá minhas ressalvas.
Ele se destacou por conseguir ganhar entrando cruzado por dentro do marcador e apertar a marcação.
Mas não lembro de muitos gols saidos de passes dele.
Ir lá na linha de fundo, pouquissimas vezes, então nem vou falar dos cruzamentos.

Ruim eu não achava porque dava volume de jogo pelo lado esquerdo, mas era no máximo coadjuvante.

Tinha o jeitão do Roberto Carlos mas que não resultava em gol.

Douglas disse...

Realmente, algumas vezes lembrava Roberto Carlos. Principalmente naquelas viradas de bola que fazia - só que a bola não tinha força para alcançar o outro lado do campo. Invariavelmente morria no meio.

rafael botafoguense disse...

pow,esse maluco jogou demais no botafogo em 2006,fiquei bolado quando ele saiu,ultimo bom lateral esquerdo que jogou no fogão.

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