
Gianluigi Lentini talvez seja uma das escolhas mais controversas na série Alerta de Fraude, do Bicuda FC. A questão toda está relacionada com o atleta antes e após o traumático acidente de automobilístico que quase deu fim a sua carreira (e vida). O jogador antes do acidente era insinuante, criativo, habilidoso - uma promessa que fatalmente se converteria no maior jogador italiano desde Gigi Riva e no milionésimo segundo boleiro encarregado de resgatar a criatividade perdida no ludopédio italiano.
Não foi por acaso que chamou atenção de Juventus e Milan, que disputavam dólar a dólar o passe do jogador, do já decadente Torino, que precisava desesperadamente sanear a vida financeira. O Milan acabou levando a melhor na disputa pela jovem promessa e ficando US$21,5 milhões mais pobre, em 1992. Um recorde absoluto então.
Hoje, em tempos que os jornais veiculam aloucura proposta de mais de 100 milhões de libras por Kaká como se fosse o aumento do preço do açúcar, é certo que o valor por Lentini não sobressaia aos olhos do nobre leitor. Mas o Vaticano chegou a classificar a transação como "uma ofensa à dignidade do trabalho". E era mesmo. Nenhum jogador vale ou valeu tanto. Mas isso fica para outro texto.
Voltando aos fatos, Lentini fez uma boa primeira temporada no clube milanês, considerando o período de adaptação aos rossoneros e as particularidades do calcio, pouco amigável com jogadores leves e habilidosos. A temporada seguinte prometia. Mas o destino pregou uma peça no boleiro italiano. Em agosto de 1993, ao voltar de uma partida amistosa, sofreu um acidente automobilístico gravíssimo na auto-estrada Torino-Piacenza. A mais de 200 quilômetros por hora, Lentine perdeu a direção do seu Porsche Carrera e capotou diversas vezes até ser cuspido, fortuitamente, por mais irônico ou macabro que seja, antes de o bólido explodir.
Nos meses seguintes, com sérias lesões na cabeça, o jogador travou uma árdua batalha pela vida. Para a alegria dos passionais italianos, Gigi Lentini venceu a partida mais dura de sua carreira e voltou aos gramados no fim da temporada 1993/1994, ainda sofrendo com a perda de memória.
Aos poucos, no entanto, jornalistas e tiffosis começaram a perceber que aquele Lentini não era o mesmo. Com uma indisfarçável tristeza no olhar, o jogador incisivo de outrora passou a ser apenas um meio-campista burocrático e sem confiança alguma para executar as incríveis jogadas dos tempos de Torino.
Depois de mais duas temporadas decepcionantes no Milan, o atleta foi para a Atalanta, onde também não conseguiu se firmar. Nem a volta ao velho Torino, na temporada 1997/1998 resgatou o bom futebol de Lentini, que seguiu carreira em clubes menores da Bota, tornando-se sombra do grande meia que despontou no início dos anos 1990.
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Não foi por acaso que chamou atenção de Juventus e Milan, que disputavam dólar a dólar o passe do jogador, do já decadente Torino, que precisava desesperadamente sanear a vida financeira. O Milan acabou levando a melhor na disputa pela jovem promessa e ficando US$21,5 milhões mais pobre, em 1992. Um recorde absoluto então.
Hoje, em tempos que os jornais veiculam a
Voltando aos fatos, Lentini fez uma boa primeira temporada no clube milanês, considerando o período de adaptação aos rossoneros e as particularidades do calcio, pouco amigável com jogadores leves e habilidosos. A temporada seguinte prometia. Mas o destino pregou uma peça no boleiro italiano. Em agosto de 1993, ao voltar de uma partida amistosa, sofreu um acidente automobilístico gravíssimo na auto-estrada Torino-Piacenza. A mais de 200 quilômetros por hora, Lentine perdeu a direção do seu Porsche Carrera e capotou diversas vezes até ser cuspido, fortuitamente, por mais irônico ou macabro que seja, antes de o bólido explodir.
Nos meses seguintes, com sérias lesões na cabeça, o jogador travou uma árdua batalha pela vida. Para a alegria dos passionais italianos, Gigi Lentini venceu a partida mais dura de sua carreira e voltou aos gramados no fim da temporada 1993/1994, ainda sofrendo com a perda de memória.
Aos poucos, no entanto, jornalistas e tiffosis começaram a perceber que aquele Lentini não era o mesmo. Com uma indisfarçável tristeza no olhar, o jogador incisivo de outrora passou a ser apenas um meio-campista burocrático e sem confiança alguma para executar as incríveis jogadas dos tempos de Torino.
Depois de mais duas temporadas decepcionantes no Milan, o atleta foi para a Atalanta, onde também não conseguiu se firmar. Nem a volta ao velho Torino, na temporada 1997/1998 resgatou o bom futebol de Lentini, que seguiu carreira em clubes menores da Bota, tornando-se sombra do grande meia que despontou no início dos anos 1990.
























