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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Alerta de fraude - Gianluigi Lentini


Gianluigi Lentini talvez seja uma das escolhas mais controversas na série Alerta de Fraude, do Bicuda FC. A questão toda está relacionada com o atleta antes e após o traumático acidente de automobilístico que quase deu fim a sua carreira (e vida). O jogador antes do acidente era insinuante, criativo, habilidoso - uma promessa que fatalmente se converteria no maior jogador italiano desde Gigi Riva e no milionésimo segundo boleiro encarregado de resgatar a criatividade perdida no ludopédio italiano.

Não foi por acaso que chamou atenção de Juventus e Milan, que disputavam dólar a dólar o passe do jogador, do já decadente Torino, que precisava desesperadamente sanear a vida financeira. O Milan acabou levando a melhor na disputa pela jovem promessa e ficando US$21,5 milhões mais pobre, em 1992. Um recorde absoluto então.

Hoje, em tempos que os jornais veiculam a loucura proposta de mais de 100 milhões de libras por Kaká como se fosse o aumento do preço do açúcar, é certo que o valor por Lentini não sobressaia aos olhos do nobre leitor. Mas o Vaticano chegou a classificar a transação como "uma ofensa à dignidade do trabalho". E era mesmo. Nenhum jogador vale ou valeu tanto. Mas isso fica para outro texto.

Voltando aos fatos, Lentini fez uma boa primeira temporada no clube milanês, considerando o período de adaptação aos rossoneros e as particularidades do calcio, pouco amigável com jogadores leves e habilidosos. A temporada seguinte prometia. Mas o destino pregou uma peça no boleiro italiano. Em agosto de 1993, ao voltar de uma partida amistosa, sofreu um acidente automobilístico gravíssimo na auto-estrada Torino-Piacenza. A mais de 200 quilômetros por hora, Lentine perdeu a direção do seu Porsche Carrera e capotou diversas vezes até ser cuspido, fortuitamente, por mais irônico ou macabro que seja, antes de o bólido explodir.

Nos meses seguintes, com sérias lesões na cabeça, o jogador travou uma árdua batalha pela vida. Para a alegria dos passionais italianos, Gigi Lentini venceu a partida mais dura de sua carreira e voltou aos gramados no fim da temporada 1993/1994, ainda sofrendo com a perda de memória.

Aos poucos, no entanto, jornalistas e tiffosis começaram a perceber que aquele Lentini não era o mesmo. Com uma indisfarçável tristeza no olhar, o jogador incisivo de outrora passou a ser apenas um meio-campista burocrático e sem confiança alguma para executar as incríveis jogadas dos tempos de Torino.

Depois de mais duas temporadas decepcionantes no Milan, o atleta foi para a Atalanta, onde também não conseguiu se firmar. Nem a volta ao velho Torino, na temporada 1997/1998 resgatou o bom futebol de Lentini, que seguiu carreira em clubes menores da Bota, tornando-se sombra do grande meia que despontou no início dos anos 1990.

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Memória FC - Paulo Valentim


Nascido no berço da contravenção de Barra do Piraí, município do Sul Fluminense, Paulo Valentim (1932-1984) teve uma rica história dentro e fora dos gramados. Ídolo no Boca Juniors, pouco lembrado pelas torcidas botafoguense e atleticana, o jogador destacava-se pelo apurado faro de gol, boa colocação na pequena área e uma incorrigível vida boêmia.

A atração pela noite e pelo copo foi determinante para que seu pai, Quim Valentim, ex-jogador do Atlético Mineiro e bicheiro maior da cidade barrense, mandasse o filho de mala e cuia rumo a Belo Horizonte. Paulinho, que já chamara atenção jogando pelo Central de Barra do Piraí em amistosos contra equipes de Juiz de Fora, acabou contratado pelo Galo Mineiro. Em Minas Gerais, Paulo Valentim conquistou títulos, marcou gols e arrebatou o coração da prostituta Hilda Furacão - talvez a primeira WAG brasileira.

Hilda Furacão e Paulo Valentim estiveram juntos até a morte. Esperava a Ana Paula Arósio?

O sucesso, no entanto, não foi suficiente para manter o artilheiro no Atlético. Incomodados com a fama de habitué da noite, os dirigentes acabaram negociando o craque com o Botafogo. No alvinegro carioca, Paulo Valentim teve uma passagem marcante, sendo figura principal do título carioca de 1957. O Fluminense, favorito para conquistar a taça naquele ano, acabou caindo ante ao Botafogo, numa espetacular goleada de 6 a 2, com direito a cinco gols de Valentim, para delírio das arquibancadas botafoguenses, devidamente reforçadas por torcedores do Flamengo, Vasco e América - irritadiços com as declarações provocativas de cartolas tricolores. (Sim, o Flamengo já fez parte da torcida arco-íris).



O sucesso no alvinegro resultou numa inevitável - e curta - passagem pela Seleção Brasileira, durante o Campeonato Sul-Americano de 1959, disputado na Argentina. Alternando entre o time titular e o banco de reservas, o atacante marcou três gols na virada brasileira diante do Uruguai, numa partida marcada pela violência, como mandava o receituário dos bons tempos de sangue, suor e futebol. A atuação do brasileiro chamou atenção dos dirigentes do Boca Juniors, que não mediram esforços na aquisição daquele avante brigador, em plena era do "Fútbol Espectáculo", período histórico da década de 1960 marcado pela gastança de dinheiro e importação de craques na Argentina.

O investimento em Valentim valeu a pena. Em quase cinco anos vestindo o manto azul y oro, o boleiro tornou-se o maior artilheiro da história do Superclásico, diante do River Plate, com dez gols. O seu momento de maior destaque na epopéia bostera foi no clássico decisivo de 1962. Faltando apenas uma rodada para terminar o campeonato e com um ponto de desvantagem em relação ao River, o lema para o xeneizes era vencer ou vencer. Tudo corria conforme o script após o gol de pênalti convertido por Valentim, até que, faltando três minutos para o término da partida, o árbitro marca uma penalidade polêmica a favor do River.



Com os jogadores do Boca visivelmente nervosos, Valentim resolveu fazer uma promessa ali mesmo: se o goleiro Antonio Roma defendesse o tiro cobrado pelo brasileiro Delém, faria uma peregrinação da sua casa até a famosa igreja de San Ignacio de Loyola, em Buenos Aires, e daria uma bela quantia em dinheiro (10 mil pesos, na época) ao primeiro miserável que cruzasse o seu caminho. Os deuses do futebol ouviram as preces de Paulinho. Numa defesa tão ou mais polêmica que a marcação da penalidade, o antológico Roma defende o chute de Delém graças a uma adiantada espetacular.



Na manhã seguinte, lá estava Paulo Valentim a cumprir sua promessa. Reconhecido e saudado nas ruas pelos torcedores do Boca, a peregrinação seguia ganhando adesões. Chegando à igreja, saudado e abraçado pelos xeneizes, que enlouquecidos celebravam seu herói, o atacante foi interrompido por uma senhora pobre que esmolava nas proximidades. Sem titubear, Valentim deu um pacote com 10 mil pesos para a pedinte, que, assustada ou não acreditando no presente recebido, simplesmente saiu em fuga com a dinheirama em mãos.

A mística e as glórias, no entanto, não foram suficientes para o jogador ter um doce fim de carreira. Com os anos e o corpo cobrando noitadas e bebedeiras ininterruptas, o fogo do artilheiro foi se apagando até aposentar-se quase anonimamente no México. A vida pós-futebol incluiu um emprego no cais do porto e uma série de insucessos financeiros. Com ajuda de amigos, conseguiu passagens para voltar a Buenos Aires, onde sonhava trabalhar como técnico de futebol. Seis anos após chegar à capital argentina, Valentim sucumbia diante do insucesso e do alcoolismo, em situação de extrema pobreza, em 1984.

Fontes de pesquisa e imagens:

Blog do Roberto Porto (AQUI e AQUI)
Informe Xeneize

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Futebol é pra macho (Highlander)

Mais uma da série que nunca termina. O francês Yoann Gourcuff faz a sua referência especial ao velho Costacurta, durante sua temporada em Milão. Depois dessa, não tinha como deixar de ser eleito o novíssimo ícone gay do futebol.


Idéia, foto etc, etc e etc - como sempre - surrupiadas do The Spoiler.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

How to be a hooligan #05

A união faz a força. São mais de quatro minutos de ultras do Napoli no terminal de trens, em Roma. Haja vagão. E como quem tem c* também tem medo, a polícia tratou de ir embora.



Via The Spoiler.

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sábado, 17 de janeiro de 2009

Prêmio Bicuda FC de Jornalismo Esportivo 2008 - Resultados

Não teve para ninguém. O Prêmio Bicuda FC de Jornalismo Esportivo 2008 foi invadido pela massa corintiana irada com os engraçadinhos do Jornal da Placar. Dos 623 votos computados, 593 homenagearam a barrigada fenomenal da Placar. Uma façanha, já que estava na disputa o favoritíssimo Renato Maurício Prado (seguindo o exemplo do seu clube de coração, acabou fazendo o papelão de mero cavalo paraguaio).




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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A boa da sexta-feira - Verena Kerth

A WAG da semana é a "modelo" e destruidora de lares Verena Kerth, pivô da separação de Oliver Kahn e Simone Kahn, em 2004. Detalhe sórdido do caso: Simone estava no oitavo mês de gravidez à época da traição, em 2003. Mas o mundo é uma bola. O sr. Kahn acabou tomando uma nas costas. No jogo do amor (love is a battlefield), o mundo ganhou uma WAG.

O sorriso amarelo de Kahn diz tudo

Além de ladra de maridos, Verena Kerth costuma roubar a moda de praia da vovó. Mas estilo retrô é sempre bacana

Assassinando a moda

E "pagando" para o "time da moda"

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

How to be a hooligan #04

Para espantar o frio e a chatice de um amistoso entre Hannover 96 e VfL Osnabrück (clube da segunda divisão alemã) nada melhor do que mostrar para a galera suas habilidades no pole dance.



Definitivamente, alemães são muito estranhos.

Via The Spoiler.

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sábado, 10 de janeiro de 2009

A boa da sexta-feira - Wanda Nara

Dica do Mauro Cezar Pereira. A boa da sexta-feira (quase domingo) é a modelo/atriz/etc Wanda Nara, esposa do caneludo argentino Maxi López, que chegou a ser veiculado pela imprensa como futuro jogador do Grêmio. Só entrou aqui por ser uma WAG, já que no Sul há milhares de mulheres mais bonitas.

Claro, como toda pseudo-celebridade internacional (se bem que o termo e a definição de "celebridade" são "pseudos" (SIC)), Wanda Nara tem o seu vídeo "bem íntimo" na internet.


Wanda Nara é a moça à direita

Mais uma foto para Wandinha matar de orgulho a família

Vestindo o manto do San Lorenzo. Pela abundância de fazenda usada na camisa, provavelmente a foto data da última grande crise econômica argentina

Crise econômica, fazenda e abundância lembram curralito

Uma mulher sem gravata é uma mulher nua

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Alerta de fraude - Javier Saviola

A história de Saviola é manjada no mundo do futebol: garoto bom de bola revelado em clube com tradição na formação de grandes jogadores e logo contratado por alguma equipe de ponta da Europa. A vida seria mais colorida para os clubes sul-americanos se todas as promessas vingassem. Entretanto, quase nunca é assim.

Javier Saviola, el Conejo, surgiu como grande esperança argentina para o ataque. Seu biótipo e características são semelhantes a de jogadores que marcaram época na bicampeã mundial: baixinho, habilidoso, toques rápidos. Coincidências históricas reforçaram ainda mais a impressão de que o River Plate tinha uma jóia nas mãos. Estreou com 16 anos na primeira divisão argentina e aos 18 anos foi eleito o melhor jogador do Torneio Apertura de 1999. Alguém se lembrou de Maradona?

Sacrilégio. O destino reservou a Saviola uma carreira menos brilhante (o trocadilho foi involuntário) e conturbada. Após ser comprado a peso de ouro pelo Barcelona, por cerca de US$ 24 milhões, o boleiro jamais conseguiu emplacar, apesar dos bons números e algumas premiações individuais. Artilheiro e principal nome na conquista do Mundial Sub-20 de 2001, acabou relegado ao papel de coadjuvante durante a campanha olímpica argentina em 2004, marcando um único gol, e no Mundial de 2006.

As atuações do Coejo nos clubes europeus jamais foram suficientes para que alcançasse o status de titular. Não deixou saudades no Barcelona, no Mônaco ou no Sevilla. No Real Madrid, como terceira opção para o para o ataque, começa a se habituar à posição em que vem jogando durante boa parte de sua passagem no Velho Continente: o banco de reservas.

Por mais que seja clichê e demasiadamente cruel, não há como deixar de medir o peso do tempo e a importância de Saviola para o futebol mundial de hoje. Se até agora o Coejo não conseguiu acontecer, não será depois dos 27 anos que colocará em pânico as linhas européias. Tempo para uma saída estratégica para a América do Sul?

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A boa da sexta-feira – Lívia Lemos

Ronaldo dito Fenômeno já teve faro mais refinado para mulheres. Lívia Lemos, na opinião da casa, encabeça com alguns corpos de vantagens a lista das beldades que conferiram o “poder de fogo” do atacante.

(Realmente, textualmente não comecei nada bem o ano de 2009)

Legendas engraçadinhas ainda se adaptando ao novo acordo ortográfico [1]

Legendas engraçadinhas ainda se adaptando ao novo acordo ortográfico [2]

Legendas engraçadinhas ainda se adaptando ao novo acordo ortográfico [3]

Legendas engraçadinhas ainda se adaptando ao novo acordo ortográfico [4]

Fotos "gentilmente" retiradas do site oficial e do blogue da moça.

Se você veio parar por neste blogue via Google e está p*to por não ter uma mísera foto da Lívia Lemos como veio ao mundo, aconselhamos voltar ao Google, é mole, mole; fácil, fácil. Para analfabetos funcionais, aconselhamos o Google Images.

Apelação tem limites éticos (?), além disso ela é mãe.

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