
One hit wonder. Na música, o termo faz referência a artistas que possuem apenas um ou dois grandes sucessos e, na rabeira do tempo, quase sempre são condenados ao esquecimento. No campo futebolístico, um dos melhores exemplos de "one hit wonder" é o jogador Rodrigo Fabri. De promessa do futebol brasileiro à condição de boleiro comum em apenas três temporadas, a ex-revelação da Portuguesa encabeça a lista de maiores decepções do ludopédio tupiniquim na última década.
Quem acompanhou o começo da carreira de Rodrigo no clube paulista dificilmente imaginaria que seu legado seria tão inócuo para o mundo da bola. Com apenas 20 anos, o jogador comandou a forte equipe da Portuguesa no início da segunda metade da década de 1990, que ganhou coisa alguma naquele período, mas revelou Zé Maria e Zé Roberto, entre outras boas apostas.
Incrível vigor físico, excelente chute de longa e média distâncias, visão de jogo, faro de gol. O jovem Rodrigo era um craque feito que apareceu no futebol nacional como um furacão, no Brasileirão de 1996. Considerado melhor meio-campista em atividade no país naquele ano, o garoto não demorou a despertar interesse de diversos clubes locais e do exterior.
Em meio ao barril de pólvora político da Portuguesa de Desportos, Rodrigo acabou vendido ao Real Madrid por US$10 milhões, em 1997, numa disputa polêmica com o também espanhol La Coruña (que inclusive teria oferecido mais dinheiro). Era o início do declínio da promissora carreira. O destino de grande craque internacional reservado à revelação lusa logo ganhou ares de incerteza.
Sem jamais conseguir ser aproveitado pelos Merengues, encarou uma vida profissional cigana marcada por contusões e pouco sucesso. Em pouco mais de dois anos, o atleta passou por cinco clubes (além de Real Madrid: Flamengo, Santos, Real Valladolid e Sporting), pecado imperdoável para qualquer boleiro que almeja colher os louros de um currículo vitorioso.
Apesar dos contratempos de uma carreira mal gerenciada e do histórico de contusões, Rodrigo conseguiu no Grêmio alguma sobrevida e o sobrenome Fabri(adotado profissionalmente para evitar confusões com o gremista Rodrigo Mendes). No Sul, depois de superar os problemas de contusão, o jogador revelou a inédita vertente de artilheiro, sagrando-se artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2002 e sendo peça importante e vilão da campanha tricolor na Libertadores daquele ano (falhou na disputa de pênaltis, na semifinal diante do Olimpia).
A boa fase não durou muito. Fabri saiu do Grêmio para retomar a rotina de incertezas e pouca bola. Não emplacou grandes jornadas no Atlético de Madrid, Atlético-MG, São Paulo (o time das "contratações cirúrgicas" e "recuperador de jogadores"), Paulista e Figueirense. Hoje, tenta a sorte no Santo André, onde sequer é sombra do grande boleiro que prometia ser em 1996.
Foto: VipComm/ Divulgação
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Quem acompanhou o começo da carreira de Rodrigo no clube paulista dificilmente imaginaria que seu legado seria tão inócuo para o mundo da bola. Com apenas 20 anos, o jogador comandou a forte equipe da Portuguesa no início da segunda metade da década de 1990, que ganhou coisa alguma naquele período, mas revelou Zé Maria e Zé Roberto, entre outras boas apostas.
Incrível vigor físico, excelente chute de longa e média distâncias, visão de jogo, faro de gol. O jovem Rodrigo era um craque feito que apareceu no futebol nacional como um furacão, no Brasileirão de 1996. Considerado melhor meio-campista em atividade no país naquele ano, o garoto não demorou a despertar interesse de diversos clubes locais e do exterior.
Em meio ao barril de pólvora político da Portuguesa de Desportos, Rodrigo acabou vendido ao Real Madrid por US$10 milhões, em 1997, numa disputa polêmica com o também espanhol La Coruña (que inclusive teria oferecido mais dinheiro). Era o início do declínio da promissora carreira. O destino de grande craque internacional reservado à revelação lusa logo ganhou ares de incerteza.
Sem jamais conseguir ser aproveitado pelos Merengues, encarou uma vida profissional cigana marcada por contusões e pouco sucesso. Em pouco mais de dois anos, o atleta passou por cinco clubes (além de Real Madrid: Flamengo, Santos, Real Valladolid e Sporting), pecado imperdoável para qualquer boleiro que almeja colher os louros de um currículo vitorioso.
Apesar dos contratempos de uma carreira mal gerenciada e do histórico de contusões, Rodrigo conseguiu no Grêmio alguma sobrevida e o sobrenome Fabri(adotado profissionalmente para evitar confusões com o gremista Rodrigo Mendes). No Sul, depois de superar os problemas de contusão, o jogador revelou a inédita vertente de artilheiro, sagrando-se artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2002 e sendo peça importante e vilão da campanha tricolor na Libertadores daquele ano (falhou na disputa de pênaltis, na semifinal diante do Olimpia).
A boa fase não durou muito. Fabri saiu do Grêmio para retomar a rotina de incertezas e pouca bola. Não emplacou grandes jornadas no Atlético de Madrid, Atlético-MG, São Paulo (o time das "contratações cirúrgicas" e "recuperador de jogadores"), Paulista e Figueirense. Hoje, tenta a sorte no Santo André, onde sequer é sombra do grande boleiro que prometia ser em 1996.
Foto: VipComm/ Divulgação



