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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Campeão sim, e daí?


Muita gente tem menosprezado o título conquistado pelo Time da Colina, dizendo que foi mais do que obrigação levar esse caneco. Mas torcedor não quer saber disso. Afinal de contas não é todo dia que se conquista um campeonato de grande repercussão como esse da segundona. Essa foi certamente uma conquista inédita na história gloriosa do clube. O nosso querido Vander Cabral (foto) é um desses vascaínos orgulhosos. Dá-lhe, Vasco!

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Vascaínos não tomam Guaragay


(clique na imagem para ampliar)

Não farei grandes divagações sobre autocensura, homofobia, estratégia de marketing ou machismo.

Os dois anúncios acima saíram domingo no mesmo jornal, o Extra, do Rio de Janeiro. À esquerda, destinado ao suplemento de televisão e variedades; à direita, ao suplemento extra para comemorar a volta do Vasco da Gama à primeira divisão.

A única conclusão que tiro depois disso é que vascaínos não tomam Guaragay.

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O primeiro fracasso de C. Ronaldo no Real Madrid


Anotando incríveis nove gols em sete jogos, C. Ronaldo já decepciona no Real Madrid
(Foto: Thomas Beck)

Cristiano Ronaldo não é David Beckham. Essa é a primeira constatação dos dirigentes do Real Madrid sobre o jogador mais caro do mundo. Desembolsando a bagatela de US$133 milhões na contratação do atleta, o clube espanhol esperava recuperar, pelo menos, parte do dinheiro investido com a venda de camisas. A saída de uniformes do astro português, no entanto, tem decepcionado a todos: são 75% inferiores às vendas dos kits de David Beckham no início de sua era "galáctica", em 2003, segundo gerentes ouvidos em seis lojas da capital espanhola.

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Memória FC: o gol mais triste da história


 Denis Law, entre George Best e Bobby Charlton: herói e vilão do Manchester United
(Foto: AtilaTheHun)


 Atacantes como Edmundo e, recentemente, Fred já se viram diante da complicada situação de marcar contra seu time de coração. Em meio às discussões de comemorar ou não o gol, da suposta falta de respeito com o clube que paga o salário ou mesmo de uma questionável espontaneidade na atitude, o sentimento de identificação e amor com  as cores de uma agremiação - tão cobrado pelos críticos do futebol mercantilizado de hoje - acaba ficando para trás.

Não há, por exemplo, como discutir as genuínas lágrimas do argentino Gabriel Batistuta ao balançar as redes da Fiorentina (equipe que aprendeu a amar, inclusive recusando propostas de grandes clubes para defender a Viola na segunda divisão do calcio). Nada no entanto se compara ao que o destino reservou ao avante escocês Denis Law: selar o rebaixamento de seu time de coração. 

Na temporada de 1973/ 1974, depois de quase ter caído dois anos antes e de perder jogadores do quilate de Bobby Charlton, George Best e do próprio Denis Law, o Manchester United mais uma vez se viu às voltas com o fantasma do descenso. Quiseram os deuses do futebol que o jogo decisivo para as pretensões dos Reds na primeira divisão inglesa fosse o derby contra o Manchester City.

Em clara decadência técnica e sofrendo com velhos problemas nos joelhos, Law foi contratado pelo City após o fim de seu vitorioso ciclo de nove anos no Manchester United. O jogador optou pelo arquirrival (clube que defendeu anteriormente, inclusive) porque sua família já estava adaptada à cidade de Manchester. A temporada irregular vestindo a camisa azul foi coroada num dos últimos jogos do campeonato, justamente no clássico local.



Denis Law decretou o rebaixamento do United ao marcar um belo gol, aos 36 minutos da etapa complementar, em plena Old Trafford. O artilheiro se recusou a comemorar o golaço e visivelmente abalado emocionalmente foi substituído.  Como última cartada, os torcedores dos Reds ainda invadiram o gramado na vã tentativa de anular o jogo. Mas o resultado foi mantido e o Mancheter United - que seis anos anos antes conquistara a glória máxima ao ser campeão europeu - rebaixado.

O atacante escocês, que pendurou as chuteiras após o fatídico jogo, certa vez declarou sobre o feito: "Raramente fiquei tão abatido em minha vida como naquele fim-de-semana. Depois de 19 anos dando tudo de mim para marcar gols, eu finalmente marquei um que quase desejei não ter feito".

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Maradona em versão etílica




Perseguido pelo fantasma das drogas, Maradona recebeu uma homenagem um tanto insólita de "muy amigos" empresários mexicanos: a cerveja "10 Maradó".

A bebida, apresentada ao mundo no II Festival de Cerveja de Guadalajara, chegará ao mercado mexicano a 11 pesos. De acordo com o empresário Roberto de Alba, a "10 Maradó" é clara, com sabor semelhantes às cervejas premium argentinas.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mata-mata: uma segunda opinião

Confesso que ainda não decidi sobre qual o melhor formato para o futebol brasileiro, pontos corridos ou mata-mata. Acho que há espaço para as duas fórmulas e outras questões mais importantes no ludopédio verde-amarelo a serem tratadas prioritariamente, como o calendário. Mas não há como deixar de questionar alguns argumentos dos defensores dos pontos corridos que encaram o sistema eliminatório como o "coisa ruim" em pessoa.

É um erro querer pensar a futebol brasileiro a partir de um olhar europeu. Tanto por questões geográficas quanto por questões sociais. Exaltar uma suposta meritocracia dos pontos corridos num país que peca pela desigualdade é querer enxergar uma república federativa com 26 estados e realidades diferentes somente pelos olhos São Paulo ou Rio de Janeiro.

O fator econômico poda qualquer vestígio de condições de igualdade na relação entre clubes situados em estados mais ricos e os oriundos de economias mais modestas. Não bastasse o mercantilismo predatório, ainda há a segregação oficial promovida pelo Clube dos 13 - que teve papel importante na tentativa de profissionalização do Campeonato Brasileiro, mas hoje colabora com a asfixia financeira de quem ficou de fora do bolo.

É de fazer corar também os discursos sobre um suposto interesse da Rede Globo, dona dos direitos do futebol nacional, em favorecer a praça carioca, cujos clubes - vítimas crônicas de administrações ruins - só teriam chances de ganhar novamente um Brasileiro pelo sistema mata-mata.  Aliás é interessante sobretudo a birra de quem - inebriado pelo viuvez de 1932? - sempre acha que a emissora dos Marinho tenta proteger a ex-Cidade Maravilhosa.

Nos corredores da Globo não há dúvidas que o mercado mais importante é o de São Paulo. A maior fatia do faturamento comercial da emissora está no outra ponta da Dutra. O jornalismo global está quase todo concentrado na Terra da Garoa. Futebol é negócio para os Marinho. As preocupações para a baixa audiência das transmissões de futebol, sobretudo em São Paulo, são legítimas. Pelo menos sob o ponto de vista dos diretores da emissora.



Em termos práticos, um argumento que se contrapõe às razões dos defensores dos pontos corridos está acima da Linha do Equador. O México - país que se aproxima mais da realidade brasileira em termos econômicos, sociais e geográficos, do que os europeus - conta com pelo menos seis clubes considerados grandes em seu campeonato e adota play-offs desde o início da década de 1970.

É um sucesso. Os clubes daquele país têm quase o dobro de faturamento financeiro em relação aos times brasileiros. A média de público se mantém há alguns anos entre 25 e 30 mil torcedores por jogo. A dependência do dinheiro da televisão é saudavelmente menor. Para quem se interessa por números, vale uma lida na última edição do Latin American Football Money League. Curiosamente, antes do mata-mata, os mexicanos disputavam o título por pontos corridos, mas a falta de dinheiro nos cofres dos principais clubes e o atraso no desenvolvimento do esporte naquele país forçaram os dirigentes a traçarem outros rumos. Prova de que não há fórmula pronta para um grande campeonato.

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