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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Jornalismo em sua pior vertente

Uma pena o bom blog Primeira Mão, do GE.com, ter tomado uma direção tão rasteira nos últimos tempos. Seguindo a linha renatomauriciopradiana de fazer jornalismo, pisando em ovos, injetando veneno e fingindo escamotear o óbvio. 

Para quem não conseguiu esmiuçar o veneno do texto, vamos lá buscar pistas óbvias: "líder em educação", "um certo artilheiro fora do time durante a maior parte do brasileiro". Quem é o atual líder do campeonato? À resposta, escolha um dos dois de seus atacantes que se encontram no estaleiro, dando preferência àquele que está mais tempo parado... e temos o artilheiro barraqueiro anônimo.

Mais lamentável é optar por fazer jornalismo rasteiro e não ter culhão pra dar nome aos bois.

Felizmente, depois do patético  e constrangedor episódio do bolinhagate, aos poucos algumas mentes estão despertando para as "várias variáveis" do jornalismo tupiniquim, segmento que segue dando aula na arte de "vaselinar" protegido sob o falacioso e engana-trouxa manto da liberdade de imprensa. 

A imprensa está nas mãos de quem? Do povo ou do polvo?

3 Comentários

Gaburah disse...

Pra não falar do recente pintogate com o Jobson em Floripa... Rendeu até rompimento entre jogador e clube!

Jornalismo esportivo me enoja.

Victor disse...

Notas decentes de bastidores = Gilmar Ferreira.

Para ser sincero, nem sei se são corretas. Ao menos dá nome aos bois e permite, consequentemente, a resposta.

Como Fred fez.

Victor disse...

Hahaha
eu vi esse dia do "Tira-Teima" da Bolinha.
Eu estava c**** para a história da bolinha como qualquer coisa da disputa eleitoral.
Mas fiquei impressionado com o tempo disponibilizado e com tamanho recurso de ferramentas como câmeras, especialistas e etcetera.
Parecia eu no BBG quando quero dar importância a alguma tese minha que Bender está dizendo besteira.

Só que o caso era sem importância alguma, e nem vem sendo mais praxe da Globo defender algum candidato (a análise política da Globo resume-se a falar sobre as pesquisas). Não entendi nada.
Agora ficou esclareido. Ela estava correndo atrás de não fazer feio na toca jornalística que marcou.

É nisso que dá. Habituaram-se a cobrir eventos, esqueceram como fazer jornalismo.

Mas, sinceramente, nem sei para que tanto esforço em convencer seu telespectador. Eu deixaria morrer e foda-se. Quem tem um espectador tacanho que não sente vergonha alheia com aquele debate com perguntas dos "indecisos" não deveria se preocupar em justificar qualquer coisa.

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