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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Neymar e o pó-de-arroz social

Neymar à frente de seu tempo. Racismo não é questão de melanina. Pó-de-arroz social neles!

Em entrevista para a Folha de S. Paulo  o Estado de S. Paulo, publicada em 25 de abril, a sensação do futebol brasileiro em 2010, Neymar, não titubeou ao ser indagado se já sofrera com racismo: "Nunca. Nem dentro e nem fora de campo. Até porque eu não sou preto, né?"

A resposta da revelação santista causou desapontamento de algumas pessoas que defendem sua convocação para a Copa da África do Sul. A constatação sobre seu grau de melanina talvez desagrade brancos que, num lapso de pedagogia social, tentam explicar o que é ser preto ou mesmo defensores da democracia racial talhada por Gilberto Freyre. 

De  certa forma, o atacante tem razão. Neymar é tão branco quanto Pelé (e, pelo teor lamentável das respostas, tão bobo quanto a maioria dos moleques com menos de 20 anos). Confesso que o mais chocante da entrevista foi constatar o vazio da atual geração de jovens - serviu para passar o recibo de que estou ficando velho (sempre ignorei os cabelos brancos, a calvície discreta e o ganho de peso notável diante do espelho).

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sábado, 24 de abril de 2010

A matemática do Carioquinha


Os últimos quatro anos provaram que, no futebol, a (má) arbitragem faz toda diferença. Pelo menos quando se trata de futebol carioca. 

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Um rascunho sobre o Twitter

Há pouco mais de um ano, um estudante de jornalismo a fim de colher material para seu trabalho de conclusão de curso perguntou a mim o que achava do Twitter (provavelmente, abordagem da moda nas monografias de comunicação).  À época, respondi algo como "é o fim dos intermediários na informação, uma ferramenta perfeita para uma geração que tem muito a falar e pouco a dizer". Trocando em miúdos, ela sublima o trabalho do jornalista.

Não é revolucionário como muita gente apregoa por aí. Essa aproximação de emissor e receptor no processo de comunicação é inerente à grande rede e a seu hipertexto - por sinal, um conceito já clássico tecido pelo filósofo Pierre Lévy. A grande sacada da ferramenta, no entanto, é a regra dos 140 caracteres por mensagem e sua facilidade de uso, que cai como uma luva para um público que viveu (e vive) uma segunda alfabetização com a popularidade a internet e que costuma abreviar o desnecessário, lançando mão de socioletos, como o "miguxês" e o "internetês".

E o que o profissional de comunicação tem a ver com isso?

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