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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Memória FC: 10 mortes que abalaram o futebol brasileiro (parte 1)

Aceitar a morte não é tarefa das mais simples para a maioria das pessoas. Programamos nossas horas, dias, meses e anos como se viver fosse uma certeza a cada segundo... até que ela, a dita cuja, fatalmente pega todos de surpresa. No futebol, a coisa não é diferente. Grandes nomes ou jogadores medíocres dividem o mesmo fim. Ao menos nesse momento derradeiro, a "vida" é utopicamente democrática :) 

#10 Figueiredo

Em seu último jogo, Figueiredo usou a camisa 10, de Zico

Quase uma anônimo em meio a feras do calibre de Zico, Júnior, Leandro, Andrade, Mozer, Tita e Adílio, Cláudio Figueiredo Diz - ou simplesmente Figueiredo - era peça importante naquele elenco rubro-negro. Se jamais fora titular absoluto da zaga do Fla, Figueiredo sempre cumpriu com dignidade o papel de substituir à altura seus companheiros de zaga, tendo boa participação nos primeiros dois jogos da final da Libertadores de 1981. O destino encerrou sua carreira prematuramente, aos 23 anos, num acidente de avião (que também vitimou o irmão e procurador de Bebeto), em 20 de dezembro de 1984. A morte do beque rubro-negro envolve certa mística: em seu último jogo pelo Fla, em 1° de dezembro daquele ano, acabou vestindo a camisa 10 eternizada por Zico, um número improvável para um zagueiro e talvez uma singela homenagem dos Deuses do Futebol.


#09 Mano

Mano (o primeiro abaixado da esquerda para direita), 30 anos antes de Getúlio Vargas, saiu da vida para entrar para a História

A morte de Emmanuel Coelho Netto, o Mano, remete aos tempos do amadorismo do esporte bretão em terras nacionais. Membro da tradicionalíssima família Coelho Netto, o ponta direita integrou o esquadrão do tricampeonato carioca de 1917-18-19 e se transformou num dos ídolos da mitologia pó-de-arroz ao literalmente dar a vida em campo. Durante partida válida pelo Campeonato Carioca, Mano levou a pior após um choque com um jogador do São Cristóvão. Atingido na cabeça e sentindo fortes dores, continuou no jogo. Mais tarde constatou-se uma hemorragia interna que levou a morte dois dias depois, em 30 de setembro de 1922, aos 24 anos. O fim prematuro elevou-o à condição de herói nacional.




#08 Eduardo e Lidu

A morte de Eduardo uniu São Paulo e Rio de Janeiro

Talvez seja difícil mensurar a comoção pública causada pelas mortes dos corintianos Eduardo e Lidu, passados mais de quarenta 
anos após o acidente de carro que ceifou a vida dos atletas, em 28 de abril de 1969. Lidu era uma jovem promessa de 21 anos 
das fileiras corintianas, enquanto Eduardo, de 23 anos, era uma realidade no ataque, inclusive com convocação para a Seleção 
Brasileira. A torcida compareceu em peso ao velório de seus ídolos, assim como jogadores de renome como Carlos Alberto Torres 
e Baldocchi. O capita à época descreveu o Eduardo como "um bom menino".



#07 Roberto Batata



Mesmo morto, Batata foi um dos maiores trunfos do Cruzeiro na Libertadores 1976



O trágico fim de Roberto Batata é lugar comum entre acidentes fatais nas estradas brasileiras: sono e direção. Cansado e com saudade imensa de sua esposa e filho, Batata pegou a rodovia Fernão Dias para nunca mais voltar. O habilidoso ponta cruzeirense, de 26 anos, exausto após uma viagem  a Lima, Peru, onde defendeu a equipe mineira num duelo pela Libertadores, dormiu ao volante e foi atingido por dois caminhões, em 13 de maio de 1976. Querido, a morte de Batata causou grande comoção entre companheiros, adversários e torcida. E, apesar da dor, a morte do ponta fez com que seus companheiros reunissem forças para ganhar a Libertadores daquele ano.


#06 Cláudio Coutinho

Coutinho, o adversário mais difícil do Flamengo 81

Nenhum adversário conseguiu abalar tanto aquele Flamengo estelar de 1981 quanto a morte do ex-técnico Cláudio Coutinho
vítima de afogamento enquanto praticava pesca submarina, em 27 de novembro daquele ano. Em meio a uma maratona de jogos, o 
falecimento do campeão moral de 1978 baqueou a maioria do elenco rubro-negro que disputava a final do estadual contra um 
descansado e tranquilo Vasco da Gama. Como mostra a história, Zico e cia acabaram se superando e ganhando tudo até o fim 
daquele ano (Carioca e Mundial). Os conspiradores acreditam até hoje que Coutinho foi assassinado pelos militares.

4 Comentários

rafael botafoguense disse...

se não tiver o D _ _ _ _ _ _
e o C _ _ _ _ _ _ _ _ no top 5 perde o respeito.

Douglas disse...

Se for o Dinorah, não tem como. Segui o critério: o jogador ou técnico teria que estar na ativa. Agora o C, não faço idéia. Na verdade, não é um top, mas uma lista aleotória, como o próprio título indica. Mas valeu a dica.

rafael botafoguense disse...

Cantuária. João Cantuária do São Cri-Cri. Morreu de gripe espanhola. Tem uma história maneirona ligada ao time.

tem o Geraldo Assoviador também.

Douglas disse...

O Geraldo estará na parte 1. Você está estragando a surpresa, porra! rsrs

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