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domingo, 27 de março de 2011

A ditadura da maioria

Só na Ásia, o Manchester United conta com 40 milhões de torcedores que trazem retorno financeiro equivalente ao clube. Já a maior torcida interplanetária do universo...

A torcida do Flamengo é tratada como objeto sacrossanto em todos os jornais do Rio. É a mais cheirosa, a mais bonita, a mais motivada, a mais fanática, a mais original e qualquer outro termo que comporte megalomania e clichês típicos do brasileiro.  Faz sentido, é ela o grande público consumidor do estado.

O problema é quando caem naquela coisa vulgar de desmerecer uma agremiação para exaltar a outra, como aconteceu na entrevista publicada no Dia Online de hoje, com a manchete "Encantado com o Mengão, Thiago Neves está prestes a esquecer o Flu".

Instigado, dei uma lida e, para minha surpresa, não há qualquer declaração de Thiago Neves que se relacione com a manchete. A afirmação de que o jogador "está prestes a esquecer o Flu" é - pasmem - da própria jornalista que fez a entrevista. Não vou entrar no jogo da especulação, mas dando uma lida no histórico de mensagens do twitter da coleguinha pesca-se fácil para qual time ela torce. 

Não ser torcedor do Flamengo é arte de sobrevivência no Rio de Janeiro, fera!

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domingo, 20 de março de 2011

Um outro ponto de vista sobre o novo bode expiatório de Muricy

Atletas do Flu se preparam para semana decisiva na Libertadores
(Imagem: Mateus Morais)

O jornal é a polaroid da história (conceito e frase são meus; creditem, por favor). A seguir, momentos de confusão mental, ladainha e reflexão sobre o gramado das Laranjeiras.


Não há como pensar em lesão no Flu sem citar o nome de Fred.

Vamos dar um pulinho em seus dois últimos anos de Lyon e destacar apenas as lesões mais graves:







Após meses na reserva de Benzema, Fred topa jogar pelo Fluminense. O fato curioso é que, antes de estrear, o cara já tinha se machucado.


Depois, todo mundo já sabe, um histórico de gols, grandes partidas e muitos desfalques. Na briga do atacante com o departamento médico tricolor, em setembro do ano passado, uma frase de Michael Simoni acabou esquecida no tempo: "Ele chegou aqui com sete, oito lesões".

É mais interessante ainda repararmos que quando Fred sofreu a grave lesão de virilha em 2009, já treinava no CFZ, que, segundo matéria do Lance!, foi uma grande melhoria nas condições de trabalho dos jogadores do Fluminense. Antes de treinar no CFZ, o Flu ocupava a 13ª na tabela do Brasileirão.

Com dois campos para treinar e, segundo o então preparador-físico Marcos Seixas, "uma boa estrutura para treinar", o time despencou na tabela, entrou em crise, viu o principal atacante fora de jogo por várias rodadas e quase foi rebaixado. 

Três meses depois, a equipe voltava à desestruturada Laranjeiras. Como saldo da fase no CFZ, além da contusão de Fred, a 20ª colocação no campeonato e uma série de 11 partidas sem saber o que é vitória. Foi num campo esburacado e com péssimas condições de trabalho que Cuca forjou o Time de Guerreiros. Essa mesma estrutura que Muricy agora coloca na conta o seu desempenho ruim em 2011. 

Nem vou me dar o trabalho de procurar sobre o permanentemente contundido Deco, habitué do departamento médico desde os tempos de Chelsea. Ou do bravo Belletti, que passa por problemas físicos há algum tempo, como escreveu sua esposa no Twitter, em março de 2010, quando o jogador ainda defendia o Chelsea: "Rumo ao São Paulo para fisioterapia intensiva nesse joelho que não melhora".

Os indícios atestam que Muricy pode estar errado. Os fatos estão aí para quem quiser ler.

É claro, isso não alivia a barra do mandatário tricolor, Peter Siemsen. Como escreveram no blog da Flusócio, quando estavam na cômoda posição de opositores, "qualquer condomínio meia-boca consegue um campo de futebol nivelado, com gramado adequado". Isso quer dizer que, nesses primeiros meses, Siemsen não serve nem para síndico.

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sexta-feira, 18 de março de 2011

Jornalismo na prática: chapa-branca

Globo, chapa-branca e uma incrível coincidência poética no GE.com


Acompanhando o noticiário esportivo pela internet nos últimos dias, me chamou atenção a possibilidade de abertura de mais uma CPI da bola, para fazer uma devassa na CBF. Muito justo, apesar de Garotinho.

Leio alguma coisinha diária no Lance!, passo pela ESPN, acolá na Folha... mas quando busco alguma informação em qualquer veículo de comunicação do conglomerado dos Marinho, NÃO ACHO UMA ÚNICA NOTINHA sobre o assunto (foram pesquisadas notícias com os termos CBF e CPI durante o período de 1º e 18 de março de 2011)

Por sinal, os deputados Romário e Tiririca  - tão perseguidos pelos veículos da Globo, sempre zelosos pela ética e bons costumes - assinaram o pedido de CPI que a empresa prefere ignorar.

Quem é o palhaço despreparado da história mesmo?

Imprensa livre (para veicular o que melhor lhe convém) é o que há!

A CBF é a Rede Globo. 

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segunda-feira, 14 de março de 2011

O preço do Muricybol

Muricy e o caminho da santidade: volantes e papos sobre ética e hombridade... e mais volantes

Muricybol é vencedor, mas cobra alto aos corações mais fracos.

Muricy, tido como gênio, precisou de um ano para descobrir que o Fluminense não tem estrutura. Eu, que nunca frequentei as Laranjeiras, sabia disso há um par de décadas.

Os relativismos kfourianos é que são um barato. O cara abandona a barca em plena Libertadores (competição mais importante para dez entre dez clubes brasileiros no primeiro semestre) e sai como herói. Bom negócio: melhor do que queimar o filme com mais uma eliminação, ostentando uma campanha ridícula. Imagine se fosse o Luxemburgo, ó! 

Estrutura é só um detalhe ou se o Tricolor estivesse firme e forte na Libertadores o retranqueiro-mór procuraria resignadamente o caminho da rua?

Então fica entre nós: foi a estrutura do Flu que forçou Muricy a escalar um time covarde na competição continental.

Muricy pediu pra sair. Ainda foi aliviado de pagar a multa rescisória pela nova direção. Em troca, esculhambou a estrutura (?) do clube para quem quisesse ouvir. Para expor qualquer um ao ridículo, basta formalizar o que todo mundo já sabe e a boa educação não deixa dizer. O que acontece no vestiário fica no vestiário.

Com a palavra a diretoria do Novo Vasco Novo Fluminense.

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domingo, 6 de março de 2011

Fiz 18 e quero d...

Apontada como uma das responsáveis pelo péssimo desempenho francês na última Copa do Mundo, a ex-prostituta menor de idade Zahia Dehar (que "fez" com 16 aninhos, entre outros, Benzemá e Ribéry) finalmente mostrou seu corpinho em um ensaio oficial para a V Magazine, agora com 18 anos recém-completados - o que de certa forma até mostra um pouco da hipocrisia da sociedade ocidental.

Não, não é a Juliana Paes de peruca


A julgar pelo naipe da Surfistinha de origem argelina (que virou até verbete na Wikipedia em português), parece que os franceses se amarram numa mistura de Paris Hilton com Juliana Paes.


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terça-feira, 1 de março de 2011

Na moda (e sem Ronaldinho)

O conceito da piada é bom. O exemplo é ruim (ô, preguiça). Mas quem tem dois neurônios capta o espírito do coisa

Dica fácil: esqueça a linha pessoal de roupas de Ronaldinho Globeleza. Poluição visual pura. 

Por sinal, o ensaio de lançamento da linha foi algo pavoroso. Emulando um pseudo-gangsta, vendendo um estilo de vida pra lá de escroto. Pior que o cara é tão atrasado, pegou o bonde tão andando, tão andando, que ainda não passou pelo sagging. Ronaldinho é um nigga sem calças arriadas... mas com dignidade.

Claro, se você quiser parecer uma parede grafitada, vá em frente. Esse é o caminho.

Agora, se você quiser andar na fineza mesmo, a dica são as camisas da loja virtual Roquenrou. E isso não é jabá. Vale a pena, mesmo não sendo flamenguista, ter uma camisa rubro-negra do Metallica ou do Rage Against The Machine. Ah, as dos outros times também ficaram bem bacanas. Não são tão caras e valem cada centavo.

É estranho ver uma banda anti-status quo como o RATM vinculada a um time tão establishment quanto o Fla. Mas ficou bacana a camisa. O Flu, só por ostentar o nome do Keith Moon, também não fica devendo

Observação: este post tem altas doses de intolerância cultural.

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